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Enxoval minimalista

Pesquise sobre enxoval de bebê e você encontrará listas, infográficos e planilhas cheias de coisas que você precisa providenciar antes do nascimento da criança. As listas incluem quantidade de meias, toucas, luvas, e podem parecer tentadoras se você, como eu, gosta de ter tudo sob controle em uma planilha. O que não se vê por aí é um debate sincero sobre quantas coisas são realmente necessárias, e para quem.

Listas de enxoval não atentam para as necessidades da família, não observam o seu estilo de vida, nem as suas escolhas de maternidade. Quando muito, fazem leves adaptações para bebês que nascem no verão ou inverno. Mas e aí, do que um bebê realmente precisa?



Um recém-nascido não precisa de coisas. Ele vem ao mundo sem nada, querendo apenas colo e leite. No colo, ele está aquecido e acolhido. No peito, ele é alimentado e hidratado. Nos braços familiares, o bebê interage com o mundo, que vai se alargando aos poucos.

Bebês não conhecem coisas, e por isso não precisam delas. Quem precisa dessas coisas somos nós, para atender melhor o bebê enquanto continuamos lidando com as demandas da vida. Se eu não posso ficar aninhada na cama aquecendo o neném o tempo todo, então preciso vesti-lo. Se eu preciso me deslocar de carro com a criança, providencio o dispositivo de segurança adequado. Se eu preciso que o bebê durma perto de mim, ou que me dê algum espaço, mas ainda fique sob minha vigilância, terei as coisas que tornam tudo isso possível, adequado e confortável. Mas essas são as minhas necessidades. Por isso, a pergunta é: do que a sua família precisa?

Não sei.

Tudo bem não saber. Ainda mais quando o primeiro filho está para chegar. A gente não sabe. Essencial em uma família pode ser uma tralha nunca usada em outro lar. E se eu não sei que mãe eu sou, como me preparar pra isso? Existem dois jeitos de lidar com isso: comprando absolutamente tudo que há no mercado infantil só pelo "vai que precisa", ou esperando até a necessidade aparecer.

Algumas coisas são de fato importantes. Outras podem ajudar. Muitas coisas são só perfumaria, e mais um monte de coisinhas vendidas por aí na verdade só atrapalham.

Alimentação

Essencial é ter leite. Algumas coisas ajudam, mas muita coisa atrapalha. Muuuuita coisa só atrapalha. Se o seu plano é amamentar, não tenha mamadeiras, chuquinhas, chupetas, leite em pó em casa. Nem como plano B. Amamentar é difícil, principalmente no começo. Se você tiver um plano B, rapidinho o plano A ficará desinteressante. Deixar essas coisas na farmácia cria um obstáculo a mais para te ajudar a persistir amamentando.

O que pode ajudar? Uma boa almofada de amamentação (grande, alta e firme é melhor), bomba extratora de leite, coletor de leite a vácuo, absorventes de seio, sutiãs e roupas adaptadas para amamentar. Eu gosto de ter um copo pequeno (importante ter a boca pequena) ou uma colher dosadora quando o peito não estiver disponível. (É mais fácil usar mamadeira que aprender a dar no copinho? Sim. Mas o mais fácil nem sempre é o melhor.)

Higiene

Essencial é água e, depois do primeiro mês, sabão. (Pois é, geralmente não precisa banhar com sabão o recém-nascido). A maioria das coisas nessa área ajuda, mas muita coisa vira tralha ao longo do tempo. Eu prefiro dar banho na pia e no chuveiro do que em banheira (o trabalho de montar, desmontar, o espaço que ocupa... não acho prático, mas isso é pessoal). Também gosto mais de um trocador portátil por perto do que ter que levar o bebê até o trocador a cada troca de fraldas. Com o passar do tempo, o trocador acaba ficando só para os passeios.

É sempre bom ter uma pomada para assaduras, e na minha opinião nenhuma é melhor que a Weleda. Não usamos sempre porque com fraldas de pano não há necessidade, mas quando necessário basta passar uma vez. Em casa limpo com algodão (em quadrados) e água, ou direto na torneira, e uso lenços umedecidos somente para sair.

Passeio

Esse é um ponto que depende muito do estilo de vida de cada família. Não vejo necessidade de um carrinho de bebê para quem não costuma andar a pé. Já a cadeirinha, considero importante mesmo para quem não tem carro. Eventualmente você pode precisar sair de carro, de carona, e não deve esperar que o dono do automóvel tenha o dispositivo adequado para o tamanho do seu bebê. Não é só para obedecer a lei, é para salvar a vida. Acho que vale o investimento.

Gosto muito de carregadores de bebê, inclusive para usar em casa. Libera as mãos para fazer as coisas e mantém a criança por perto, acolhida e segura. Todos os modelos ergonômicos - que mantém o bebê virado pra você, nunca de costas em relação a quem carrega, e que deixam o bebê sentado com os joelhos acima do quadril, e não pendurado pela virilha - são legais: slings, mei tais, mochilas...

A bolsa ou mochila é do adulto. Você é quem vai carregar. Com o passar do tempo, a gente precisa de menos coisas à mão, e já não tem necessidade de andar cheio de trem por aí. Chega o dia em que dá pra deixar uma bolsa de "extras" no carro, por exemplo, e sair só com uma babita e uma fralda. Então, a bolsa é útil, mas não é fundamental... e uma ecobag também cumpre a função.

Quarto

É aconselhável que o bebê durma no mesmo quarto que os pais até 1 ano, principalmente nos primeiros seis meses. Isso reduz o risco de morte em bebês durante o sono, seja por asfixia acidental ou pela síndrome de morte súbita do lactente. Também melhora o sono para boa parte das mães, pelo menos para mim é muito mais tranquilo dormir com o bebê por perto do que ficar levantando a noite toda pra ver se está tudo bem. Daí você já vê que não tem pressa nenhuma em aprontar o quartinho do bebê, né?

Você pode fazer isso com calma, descobrindo aquilo de que você realmente precisa e até fazer um quarto que combina com a criança, com as coisas que ela gosta. Gosto de ter um tapete de tecido, a cama baixa para deitar com a criança e manter as coisas acessíveis para livre exploração do ambiente. Essas preferências refletem o que é importante pra gente, e pra que serve o quarto da criança. Se o quarto é dela, tem que ser bonito, útil, acessível e agradável para ela. Já pensou nisso?



Resumindo

Deu pra entender que as coisas não são assim, uma lista do Pinterest, né? O que está na minha lista pode não fazer sentido nenhum pra você. "É sobre isso, e tá tudo bem". Você pode experimentar, pode mudar de ideia, desistir, repensar, testar alternativas até encontrar o que dá certo por aí.  Principalmente no primeiro filho, quando você só tem ideias e expectativas que podem se materializar ou não.A sua experiência é única, como é a sua família e o seu filho também.

Se tiver que escolher onde colocar o seu dinheiro, meu conselho é que invista em pessoas: a doula que vai segurar sua mão no dia mais importante; a pediatra que vai te atender com calma e tirar todas as suas dúvidas; a consultora de amamentação experiente que vai resolver as suas maiores dores; a diarista que vai cuidar de tudo enquanto você cuida do bebê... do que você realmente precisa?

Não repara a bagunça

No sistema Flylady, um método de organização doméstica americano, fala-se que o objetivo da organização é tirar a casa do CHAOS. Nesse contexto, CHAOS não é simplesmente a palavra inglesa para caos, mas o acrônimo para CAN'T HAVE ANYONE OVER SYNDROME. Traduzindo literalmente, é a Síndrome do não dá pra receber ninguém em casa, mas que na nossa cultura super acolhedora acaba se revelando mais no tal do NÃO REPARA A BAGUNÇA.


Há um certo prazer em proferir essa frase. Se a casa está bagunçada, a culpa é de quem reparou. Afinal, ninguém vai bater a porta na cara das pessoas por causa da bagunça, mas cada um será responsável por fazer cara de paisagem para o sutiã largado no braço do sofá. Quando a casa está arrumada, fala-se mesmo assim. "Não repara a bagunça", pro outro dizer "Imagina, nem está bagunçado... bagunça é o que eu tenho lá em casa...". Ou seja, não é nenhum pedido de desculpas, nem nada. Só a deixa para o outro elogiar a limpeza da casa da vizinha.

Eu me sinto desconfortável nessas danças da sociedade brasileira feminina, isto é, as regras não escritas que cada mulher precisa cumprir quando visita a outra ou quando recebe uma visita. Por exemplo, de ter que arrumar um elogio para a casa quando ouvir o "não repara a bagunça", e fazer aquele esforço pra não reparar - esforço desnecessário se ninguém tivesse tocado no assunto. Há também aquela dança do lavar a louça, que eu detesto - trata-se da "briga" entre visitante e anfitriã sobre quem lava a louça, como se uma quisesse mais do que a outra, quando na verdade ninguém quer lavar louça nenhuma (a situação é parecida quando saem pra jantar duas famílias e os dois machos-alfa "querem" pagar a conta, mas na verdade querem mesmo que o outro pague).

E tem aquela mania de limpar a casa porque está vindo visita. Não estou falando de uma ocasião especial - dar uma festa, convidar o chefe pra jantar, receber um cliente... Claro que existem situações que exigirão um pouco mais de empenho do que aquele do dia-a-dia, mas o que me incomoda em limpar a casa das visitas é: por que a visita merece uma casa mais limpa, organizada, cheirosa e arrumada do que as pessoas que vivem ali?

A casa - a sua limpeza, organização etcetera e tal - existe pra quem mora ali, não pra quem vem de vez em quando. Precisamos chegar àquele ponto de equilíbrio em que a manutenção da casa não custa tanto que é impossível desfrutar dela - aquelas pessoas que gastam todo o seu tempo livre limpando e não podem deitar no tapete pra ler um livro. Precisamos de uma casa com a qual a gente se identifique a ponto de não sentir nenhum constragimento de mostrar às pessoas: é assim que eu vivo. 

Eu gosto do sistema Flylady porque ele divide as tarefas domésticas no decorrer da semana, fazendo da limpeza e organização da casa um serviço de manutenção e não uma força-tarefa semanal. Isso significa que todos os dias a minha casa me serve, e isso me dá tranquilidade para receber alguém sem me importar com as teias de aranha que se formaram na sapateira durante a semana. Eles não merecem uma sapateira limpa mais do que eu, que moro aqui... e eu já agendei essa tarefa pra amanhã.

Guia AnnieEscreve #2

Depois de pegar fôlego por uma semana, tem textos novos no blog 🙂 O que não parou foi a nossa página no Facebook. Tem muita coisa bacana que só é publicada lá, sabiam?

Por aqui publicamos o texto de domingo sobre como é impossível ter um relacionamento com Jesus e não conseguir definir quem ele é. A treta da semana foi sobre a problematização, quem não aguenta mais coloca o dedo aqui. Depois contei pra você como uso a minha agenda e dei dicas para quem está precisando adquirir esse hábito. Foi curtinho, mas foi bom, não foi?


Enquanto isso, assisti o documentário 13ª Emenda (Netflix), que traça uma conexão entre a escravidão, a segregação e o perfil dos presidiários dos Estados Unidos, até o movimento Black Lives Matter. O marido estava lendo A Vida de C. S. Lewis, uma biografia escrita por Arthur McAllister, pensa num livro que eu amo ❤ Nesse embalo, assistimos os dois primeiros filmes d'As Crônicas de Nárnia na Netflix: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa e Príncipe Caspian. 

Também assisti (e já tá parecendo que não fiz outra coisa na vida hahaha) o episódio piloto de Good Girls Revolt, série que teve a primeira temporada transmitida pela Amazon no ano passado, mas que não foi renovada e agora está em busca de um lar. Estou com esperanças de que alguém produza as próximas temporadas - sim, o piloto foi empolgante. A história é sobre jornalistas no final dos anos 60, época em que as mulheres faziam o trabalho pesado de pesquisa para que os homens pudessem publicar suas histórias. Então, alguém se revolta. Algum dia eu vou querer assistir os outros episódios, espero que não seja só uma temporada #oremos

Ouvi uma vez e não saiu mais da minha cabeça Coisa Linda do Tiago Iorc. Eu gosto das músicas dele, mas detesto os clips. Me dá uma agonia, aquele negócio paradão, aquele homem sem expressão, parece que todo mundo morreu, eu hein. Mas a música é super delicinha! Por causa dessa música eu ouvi pela primeira vez o álbum Troco Likes no Spotify. Sim, eu demoro pra ouvir as músicas "novas", uma resistência com essas novidades musicais...

O que você está lendo? Eu terminei mais dois livros! Sempre tenho uma leitura de ficção e outra de não-ficção, e dessa vez terminei os dois no mesmo dia, o que é meio incomum, considerando o meu método de leitura - não vou explicar, é loucura.

Enfim, Durante praticamente todo o primeiro mês do ano eu li Vivendo com Propósitos, do Ed René Kivitz, que é um livro essencialmente filosófico sobre o sentido da vida, de uma perspectiva cristã. Se você está se perguntando por que você existe, como encontrar satisfação na vida, o que é uma vida bem vivida, pode ser bom começar por este livro.

Na seção de ficção, depois de finalizar o segundo tomo e primeiro volume de Guerra e Paz, li O Salmão da Dúvida, do mesmo autor d'O Guia do Mochilheiro das Galáxias, Douglas Adams.Trata-se de uma compilação de vários textos que ele escreveu: cartas, colunas, artigos publicados em jornais e revistas, entrevistas, enfim, todo tipo de escritos interessantes para conhecer mais sobre o autor e desfrutar do seu estilo divertido, incluindo um rascunho do livro inacabado que empresta o título à coletânea, que só não é ótimo porque não tem um final.

Tenho uma prova importante em abril e estou estudando muito, muito, muito. O Duolingo tá até meio de lado ultimamente. - Mas como é que você assiste e lê todas essas coisas se você diz que está com pouco tempo, e ainda por cima escreve neste blog... - Eu só assisto coisas quando estou fazendo algo mais importante e extremamente necessário (exemplo: lavar a louça, passar tempo com o marido etc.) e todos os dias eu separo uma hora para leitura. Hábito, disciplina, gestão de tempo... só sei que dá certo.

Google Calendar: o guia annieescreve da agenda digital

Eu tenho o hábito de usar agenda diariamente há muitos, muitos anos - desde a época em que as pessoas usam agendas para anotar não apenas as datas de prova e os requisitos do trabalho de história, mas também trechos dramáticos de música romântica e versinhos de amor para os crushes - que naquela época não tinham esse nome.


Por muitos anos usei agenda de papel, e não me incomodava em nada. Há muita gente que até hoje prefere agenda de papel e não há mal nenhum nisso. Inclusive, recentemente voltaram à moda os planners, bullet journals e tudo o mais, que nada mais são do que as velhas agendas de papel mais artesanais, customizadas e, bom, dá um pouco mais de trabalho. Pra quem gosta dessas coisas e se sente estimulado com isso, deve ser ótimo.

Pra quem precisa começar a organizar seus compromissos, parar de perder prazos e fazer a vida funcionar, pode não ser o ideal. Já há uns cinco anos eu passei a usar exclusivamente a agenda digital do Google, que eu considero ideal para quem precisa se acostumar com a ideia de uma agenda.

Por que é melhor que o papel?

Não é mais um trambolho que você precisa levar. A agenda mora na nuvem e pode ser acessada e editada pelo computador e pelo celular, que já é uma coisa que você carrega a todo lugar.

Seus dados estão salvos. Quem não tem o costume de carregar uma agenda pode acabar perdendo a bendita por aí, mas se você é destambelhado até com o celular... não tem problema. Seus compromissos estarão lá e você pode acessar de qualquer lugar.

É facilmente editável. Sabe quando a vida muda? A reunião é cancelada, a secretária do médico liga pra perguntar se pode adiantar a consulta em uma hora, aparece uma coisa mais importante e urgente e você precisa reprogramar tudo o que tinha naquele horário para encaixar esse imprevisto... Não tem problema.

Você não precisa gastar tempo com design, que uma coisa que me irrita um pouco com os bullet journals. Acho lindo e admiro quem tem a paciência, mas se eu vou gastar mais tempo para inserir um compromisso do que participando dele, já não acho produtivo, por mais bonitinho que fique no instagram.

Você pode acessar de qualquer lugar. Basta fazer login no Google. Não sei se já mencionei isso, mas acho importante.

Minhas funcionalidades preferidas

Abre parêntese. Antes de falar sobre o que eu mais gosto, eu preciso dizer que eu não uso todas as funções da ferramenta, não porque esteja subutilizando, mas simplesmente porque são tantas possibilidades, que tem coisas lá que eu não preciso e, por isso, ficam desativadas - por exemplo, é possível visualizar mais de um fuso horário, a previsão do tempo, ou utilizar em conjunto um calendário alternativo, por exemplo, o chinês, mas eu não uso essas coisas. Pode ser que uma das minhas funções preferidas seja inútil pra você. Não tem problema, isso não vai atrapalhar a sua usabilidade. Fecha parêntese.

Múltiplas agendas. Você pode criar agendas diferentes para contextos diferentes e se organizar melhor. Por exemplo, uma agenda só para compromissos pessoais e outra para reuniões de trabalho. As duas aparecerão na mesma tela com cores diferentes, ou você pode ocultar alguma delas se quiser, por exemplo, ter uma visão panorâmica mais limpa das suas reuniões durante o mês.

Agendas compartilhadas. A agenda do Google é ideal para quem precisa compartilhar compromissos com outras pessoas. É muito fácil compartilhar uma agenda com o marido, o sócio, colegas de trabalho/projeto... É aqui que o recurso de múltiplas agendas se torna mais interessante, porque limita os compromissos que você vai compartilhar. O acesso das outras pessoas à sua agenda é definido por você: edição ou apenas visualização.

Notificações. Usar a agenda implica adquirir dois hábitos: anotar e consultar. Muita gente deixa de usar a agenda porque nunca se lembra de olhar a agenda depois e acaba perdendo os compromissos, mesmo tendo anotado tudo. A agenda do Google permite que você configure um alerta, por email ou notificação no celular, para te lembrar desse compromisso minutos, horas, dias antes...

(Não-)padrão de visualização. Geralmente a agendas possuem um dia por página, ou uma semana... Eu gosto da visualização semanal, dá uma boa perspectiva de como estou usando o meu tempo e é a forma mais recomendada para quem usa o método GTD. Mas isso não quer dizer que eu sempre quero visualizar a semana inteira. Às vezes eu quero ver como está o mês. Ou o dia. Um fim de semana. Um período aleatório de treze dias. Tudo isso é possível. É muito fácil configurar. Essa liberdade é sensacional.

Dicas para usar a agenda

Se você não tem treze anos, não use a agenda para anotar recados, escrever letras de música, lista de tarefas ou o que você gostaria de fazer hoje. Agenda é para compromissos. Coloque na agenda tudo o que tem data, tudo o que tem prazo, tudo o que tem hora pra acontecer. Isso dá credibilidade às suas anotações. Se está na agenda é porque precisa ser feito.

Lembre-se dos deslocamentos. Não adianta marcar dois compromissos em lados opostos da cidade em horários subsequentes, você vai se atrasar. Acrescente o tempo de deslocamento quando estiver marcando os seus compromissos, ou pelo menos lembre-se de espaçá-los o suficiente para que sejam viáveis. Não adianta marcar uma agenda cheia de compromissos impossíveis de cumprir. Isso não é produtividade.

Não deixe pra depois. A ideia de carregar a agenda com você é justamente poder usar em qualquer lugar. Quando for marcar alguma coisa, abra a agenda, marque na hora, inclua todos os detalhes de que você vai precisar. Tirar as informações da cabeça é um alívio e a garantia de que você não vai esquecer. Está anotado.

Não é chato quando você está no meio de uma tarefa que vai demorar pelo menos mais uma hora e se lembra (ou é lembrado) de que precisa parar tudo para atender a um compromisso? Crie o hábito de verificar a agenda todos os dias, para poder planejar o seu dia conforme os compromissos marcados e se livrar das notificações (são úteis, mas uma chatice, né?).

Como eu uso minha agenda



Não existe um jeito certo de usar a agenda, existe o jeito ideal e adequado e esse jeito é único para cada pessoa que usa agenda, mas é sempre interessante poder observar os sistemas dos outros, a gente acaba descobrindo soluções para aquelas coisas que sempre incomodaram.

Como podem ver pelas cores, eu tenho quatro agendas no meu setup. As agendas azuis são do meu marido - pessoal e empresa - e eu tenho permissão de edição na agenda pessoal, assim como ele tem na minha. Isso significa que se eu pedir pra ele marcar uma consulta pra mim, ele pode verificar o melhor horário e inserir na minha agenda, ou que quando alguém liga cancelando um compromisso dele, eu posso excluir da agenda, por exemplo. (É sempre bom avisar para as pessoas quando a agenda é alterada).

Eu uso duas agendas diferentes para compromissos fixos e móveis - somente a de compromissos fixos é compartilhada. É a agenda padrão, na definição que dei anteriormente, para inserir apenas compromissos com data, prazo, hora pra acontecer.

A agenda de compromissos móveis é para minha referência. É uma agenda mais flexível, com coisas que precisam ser feitas, mas não necessariamente nesse horário. Ela serve para me lembrar que eu preciso desses intervalos de tempo para fazer coisas importantes pra mim. São compromissos que eu tenho comigo. Como costumam ser só rotinas, geralmente deixo essa agenda oculta e só visualizo quando preciso marcar alguma coisa. É algo que funciona pra mim, mas eu entendo se lhe parece confuso ou desnecessário... como eu disse, uso da agenda é algo bem particular. 

No topo do dia, aparecem os "compromissos de dia inteiro", que é onde eu marco os prazos dos clientes, por exemplo. Também uso essa área para assinalar os dias de férias, congressos e eventos cujo horário ainda não foi decidido... Eu tinha uma agenda do blog também, que usava como calendário editorial, os posts apareciam no "topo do dia", mas desde que passei a gerenciar também as redes sociais eu uso uma planilha pra isso.

⏰⏰⏰

Espero que esse post tenha sido útil pra você. Importante lembrar que estamos sempre aprendendo e descobrindo formas mais eficientes de fazer o que precisa ser feito. Hoje eu faço assim, amanhã espero que esteja ainda melhor. Você tem alguma dica pra mim? Como usa a sua agenda?

Um pequeno passo

Janeiro é aquele mês cheio de energia, todo mundo empolgado para fazer mudanças. Aprender um idioma. Emagrecer. Parar de comer porcaria. Praticar um esporte. Sair mais. Sair menos. Poupar. Viajar. Ter uma vida mais organizada. São muitas intenções, que por algum tempo são cumpridas, mas que nem sempre se tornam hábitos.


Talvez você precise renovar as mesmas metas todos os anos porque está tentando dar um passo grande demais.Vamos começar do simples, do básico? É mais fácil dar pequenos passos do que um passo enorme - em vez de sentir a frustração por encontrar pouco progresso após tanto esforço, a satisfação pela conquista de uma pequena meta dá o combustível para partir para a próxima. 

Por exemplo, pode ser difícil parar de comer todo tipo de junk food. A meta fica muito mais viável se você escolher duas coisas para retirar do cardápio: sorvete? chocolate? refrigerante? Escolha algo que faz parte da sua vida, não vale parar com o sorvete se você só toma muito esporadicamente - isso não é compromisso. Avalie muito bem a sua capacidade de cumprir, com honestidade. Não consegue ficar sem chocolate? Comece por outra coisa.

Você quer ser uma pessoa mais organizada? Isso é ótimo. Quais hábitos você precisa incorporar à sua rotina? Usar uma agenda? Controlar o seu fluxo de caixa? Se livrar da tralha na sua casa? Lavar a louça todo dia? Comece com um. Conquiste. Siga em frente.

Mudança ou O que nós fizemos no nosso feriado

Mudança é ótimo quando termina, né? No último feriado mudei do sobrado onde morava para um apartamento. Quero aproveitar o momento para compartilhar algumas dicas de quem já fez todo tipo de mudança. Já mudei de andar no mesmo prédio, já mudei de prédio na mesma cidade, já morei em casa, apartamento e em cantinho improvisado, já mudei de cidade, de estado, só não mudei de país... ainda.

Pra quem nunca soube o que é colocar todos os seus pertences num caminhão e partir - pausa dramática - a mudança pode ser um pesadelo pior do que o necessário. Não existe mudança maravilhosa. A melhor das mudanças é aquela em que você contrata uma empresa pra fazer tudo por você, mesmo assim nem tudo será perfeito e o seu bolso sofrerá horrores.

Quando estou de mudança eu quero passar o menor tempo possível convivendo com a bagunça, por isso é importante ter uma boa prática no encaixotamento das coisas e saber onde cada coisa está. Eu prefiro fazer tudo de uma vez e descansar no final do que ter coisas encaixotadas três meses depois, mas esse é o meu jeitinho. 

Descomplicando

Descomplicar é se livrar do peso extra. Ao longo da vida, acumulamos bagagens. Coisas que não usamos mais. Distrações que nunca resolvemos. Projetos que pareciam importantes, mas que acabam se tornando um ladrão de tempo e energia. Pequenas ações podem tornar a vida menos complicada.



  • Descadastre-se das listas de mala-direta antes de jogar na lixeira aquele email indesejado. Sim, descadastrar toma mais tempo do que jogar na lixeira uma vez, mas economiza tempo das 4364675 vezes que você terá que jogar na lixeira o mesmo email.
  • Pare de seguir quem rouba seu tempo, sua energia, sua paz de espírito. Tem gente que não dá pra "desfazer amizade" nas redes sociais, mas você não é obrigado a acompanhar toda a groselha vomitada pelos outros. Deixar de seguir é o botão da paz na terra entre os homens de boa vontade.
  • Faça a dança dos cômodos. Está saindo da sala para a cozinha? Veja se tem algo da cozinha na sala e aproveite a viagem. Eu tenho o hábito de deixar as coisas que pertencem ao outro andar ao lado da escada, assim quando for subir ou descer, levo tudo de uma vez.
  • Reúna famílias de objetos. Grampos perto do grampeador, xícaras de café perto da garrafa e da cafeteira, bomba perto da cuia e da erva...
  • Exercite a confiança. Uma forma de diminuir a quantidade de tarefas em suas mãos é permitir que outras pessoas o façam.
  • Desinstale programas e aplicativos que você não usa mais. Volta e meia é bom fazer uma limpa, mesmo que você tenha muita memória disponível. Aproveite para se livrar daqueles três aplicativos que fazem a mesma coisa. Eu sei, você estava testando, mas chega uma hora em que você precisa escolher.
  • Escolha os seus problemas. Nem toda causa é digna de luta. Aprender o que vale a pena significa economizar sua energia e priorizar seu tempo.
  • Diga não. Se preciso, pratique em frente ao espelho. Uma vida descomplicada começa dizendo não a tudo aquilo que não contribui para sua qualidade de vida e seus objetivos.

Como você descomplica sua vida?

4 motivos para continuar na bagunça

A maioria das pessoas que vivem na bagunça não estão nessa situação por hobby ou porque possuem um estilo mais despojado de decoração. Na verdade, todo mundo tem lá seus motivos para não ser organizado. Será que o seu motivo é uma justificativa ou só aquilo que você fala para se convencer de que não dá pra se organizar?

Minha vida é muito corrida

Quanto mais agitada é a sua vida, mais organizada ela precisa ser. Pense bem, quem passa o dia inteiro fazendo nada não precisa organizar coisa nenhuma, né? Organização não é mais uma tarefa pra ocupar o seu tempo - é o sistema que vai fazer com que todas as coisas fluam corretamente. É para ganhar tempo, facilitar a vida. Talvez você realmente tenha muitas coisas para organizar e precise para um dia ou dois para colocar tudo em ordem. Mas quer saber de uma coisa? Você vai perder muito mais tempo, dinheiro e fios de cabelo enquanto a desordem continuar lhe causando problemas.

Eu moro com pessoas desorganizadas

Conviver com gente bagunceira é desestimulante, mas você não precisa ser desorganizado só porque todo mundo é. Certamente você tem algum lugar da casa que é território só seu. Pode ser um cômodo - seu quarto, seu escritório/ateliê, a cozinha... - ou mesmo um armário, uma porta no guarda-roupa. Não tente organizar a casa inteira quando só você comprou a ideia, obrigando todo mundo a seguir aquilo que você acha correto. Cuide primeiro da sua bagunça particular.

Em uma palavra: filhos

Eu estou correndo um risco grave ao tocar nesse assunto porque parece que existe uma regra não escrita de que pessoas que não têm filhos não podem falar sobre pessoas que têm. Bom, eu discordo dessa regra assim como discordo que você possa colocar em seus filhos a culpa pela bagunça na sua vida. Primeiro, porque um ambiente desorganizado é perigoso para crianças. Segundo, porque organização é um hábito, e como tal pode (deve!) ser aprendido desde cedo. Terceiro, porque você não precisa proibir a bagunça na casa, só tem que ensinar a organização de forma positiva (como benefício, e não como uma obrigação chata - se você tem essa atitude com relação à organização, as crianças vão perceber e copiar).

Mas é muita bagunça!!

É difícil começar, eu sei. Dá aquela preguiça, é tanta coisa pra fazer que não se sabe nem por onde começar. Bom, você pode fazer isso de duas formas: para tudo e foca na organização - o trabalho só para quando estiver tudo pronto. É assim que a Marie Kondo prefere. De fato, existem algumas pessoas que realmente não conseguem pensar em outra coisa enquanto está tudo de pernas para o ar. Se for esse o seu caso, é melhor organizar tudo de uma vez e depois se dedicar às outras tarefas com qualidade.
Esse método não é viável para todo mundo, e sequer faz sentido quando você está lidando com ambientes compartilhados. Se você não tem quatro horas para fazer uma grande arrumação, divida essa tarefa gigante em tarefas menores. Organize uma gaveta, ou as roupas nos cabides. Melhor ainda: comece jogando fora tudo o que é lixo. Pronto, tarefa concluída. Depois, você pode organizar as coisas que estão fora do lugar.

Pouco a pouco, a organização vai se espalhando pela casa, e a cada tarefa cumprida, uma carga de dopamina no cérebro - sim, o mesmo hormônio que é liberado quando você faz sexo ou come chocolate - dá aquela sensação de alívio e satisfação. E por que você não começou a se organizar? Pare de procurar motivos para continuar onde está. Apenas comece.

Métodos de organização

Como você se organiza? Muitas vezes, no anseio de organizar, acabamos criando esquemas e sistemas tão complicados que acabam sendo difíceis de manter. Parece que é difícil se organizar, mas não é esse o problema. Você ainda não encontrou o que funciona para você. É realmente difícil criar um sistema funcional partindo do caos. 
Se você conseguiu implementar um sistema só seu e que funciona lindamente, PARABÉNS! Caso não tenha ainda um sistema completamente funcional, ou mesmo se você está completamente perdido, sem saber para onde ir, eu tenho boas notícias: existem alguns métodos de organização que você pode seguir religiosamente ou adaptar (por sua conta e risco) conforme as suas necessidades, até mesmo mesclando e criando o seu Frankenstein.

Organização não é doença

Você olha para as roupas despencando do guarda-roupa, a pilha de textos da faculdade que precisam ser lidos, bate aquele desespero: preciso me organizar! Faz promessa no ano novo, compra livros de métodos, compra pastas e caixas organizadoras, mas parece que tudo volta ao mesmo lugar, ou pior, a tentativa de organização gera uma bagunça ainda maior.


O que é organização?

Organização não é colocar tudo em caixas. 

O nome disso é mudança. Se você precisa usar uma coisa o tempo todo, guardá-la em uma caixa é um convite à bagunça. Em algum momento essa coisa não vai voltar pra a caixa - porque você vai usar daqui a pouco, porque dá trabalho guardar pra depois ter que tirar de novo, porque você esqueceu ou estava usando e de repente teve que fazer outra coisa e demoraria muito pra guardar. Pronto, bagunça. Caixas podem ser úteis. Esconder a bagunça dentro de caixas bonitinhas não é organização, é simulação.

A dificuldade pra comer essa sopa "na ordem certa". Se está criando problemas, não é organização.


Organização não é obsessão.

O nome disso é transtorno obsessivo-compulsivo, é uma doença que precisa de tratamento. Dizer que organização é TOC é uma forma hostil de impedir que alguém desenvolva um comportamento saudável. Suavizar o TOC como se fosse apenas uma mania de organização é permitir o sofrimento de uma pessoa cujo problema não está sendo adequadamente confrontado.


Organização não é faxina.

Faxina é aquela geral que a gente dá quando a situação está ficando insuportável. Pode ser uma etapa no processo de organização - de vez em quando, e com certa regularidade, a gente precisa de uma faxina. Não só na casa, na vida como um todo. Faxina nos compromissos assumidos, no peso que está sobre os ombros, na rotina que você tem seguido - ou na falta dela. Mas a faxina termina, e se nenhuma providência for tomada, em breve será necessário fazer outra. Isso não é organização.

Quem deve controlar a ordem é você. Se for o contrário, procure ajuda.

Organização não é perfeição.

Porque a perfeição não é possível. A perfeição gera ansiedade. A busca pela perfeição é paralisante, impede que você faça, produza ou funcione. Acaba funcionando como um nome sofisticado para a procrastinação, ou uma desculpa interessante para adiar o enfrentamento de problemas. Não adianta arrancar os cabelos porque a sua rotina mudou e a vida ficou de pernas pro ar. Muita calma nessa hora: tire um tempo para se reorganizar.


O que é organização, afinal?

Organização é um processo constante de facilitação da vida. É ordenar as coisas, as rotinas, a vida, de um modo que faça sentido para você. Uma vida organizada é uma vida funcional. Pode exigir algum esforço, a criação de alguns hábitos, a responsabilidade de levar a cabo aquilo que você iniciou, mas não pode ser um esforço tamanho a ponto de dar preguiça. São pequenos esforços que vão se integrando à sua rotina, e que ficam cada vez mais leves conforme se percebe os benefícios. A faxina se torna mais espaçada, leva menos tempo, dá menos trabalho. A ansiedade pelas coisas que não foram feitas dá lugar ao tudo tem seu tempo. Organização é calma.

Recomendo #3

Apenas muito amor pelos últimos posts do blog ❤ Não é maravilhoso conversar sobre aquilo que dá prazer? 

Começamos a terceira temporada (oi?) falando sobre a oitava maravilha do mundo, ou seja, sexo. Foi o pontapé inicial do assunto que será o tema das nossas segundas-feiras: relacionamentos, família, casamento e...sexo. Também falamos sobre o que fazer enquanto as séries estão em hiato e eu dei a minha dica para manter a bolsa organizada e não esquecer nada quando trocar de bolsa.
  • O texto sobre sexo nasceu de uma conversa com amigas casadas sobre como elas se sentem com relação ao ato sexual, que me deixou refletindo seriamente até a epifania dessa moça, que percebeu que não é obrigada a fazer sexo. 
  • Claro que ninguém é obrigado, mas nunca sentir prazer também é um sinal de alerta. Por que homens e mulheres enxergam o sexo de forma tão diferente? O que precisamos mudar nas próximas gerações?
  • A falta de libido também tem chamado a atenção de muitas mulheres para os perigos dos anticoncepcionais. Eu ainda não aderi ao movimento (não me sinto tão prejudicada pelo uso, o medo de engravidar nesse exato momento é maior), mas dou o maior apoio a quem está pensando no assunto!

  • Se você ainda está pensando qual série vai maratonar nesse hiato, o Papo de Homem fez uma lista com quarenta QUARENTA séries que já terminaram. Não vai ser por falta de opção, né?
  • Você já deve conhecer, mas vai que não? O Banco de Séries e o Episode Calendar são ótimas ferramentas para organizar as séries que você está assistindo. Eu uso os dois ao mesmo tempo simplesmente porque não consigo escolher entre o layout do EC e as funcionalidades do BdS. (Se você não tiver frescura com layout, corre pro BdS sem medo).
  • Que tal aproveitar o tempo livre para aprender alguma coisa? Eu recomendo o Duolingo para quem quer estudar idiomas. O Khan Academy é uma ferramenta maravilhosa para estudar matemática, para crianças e adultos. A Cíntia do Insignificativo fez um post sobre três sites que ela tem usado para aprender todo tipo de coisa na internet. 

No domingo dos namorados, falamos sobre cristianismo e namoro, ou seja, sobre namoro cristão. Um Deus que se importa com a sua felicidade não poderia negligenciar uma área tão impactante da sua vida. A treta da vez foi sobre o racismo e como dificultamos os problemas que não queremos resolver. Fechamos a semana falando sobre como passar o inverno sem passar frio nem vergonha e encerramos com a melhor seleção de links sobre os temas mais bacanas das últimas semanas #autoestima.
  • Essas cientistas políticas fizeram algumas pesquisas para averiguar dizeres do senso comum sobre as eleições. Por exemplo, será que a maioria dos parlamentares são brancos porque o eleitor é racista? Ou os corruptos estão no poder porque o eleitor é ignorante? Vale a pena ler as conclusões das pesquisadoras.
  • Um livro bacana para equilibrar opiniões sobre ideias extremas (alguém mais já cansou da palavra polarização) é O Caminho do Meio, de Lou Marinoff.
  • Ela não é Luiza, mas mora no Canadá e ensina como faz pra enfrentar o frio de lá, usando alguns princípios que já abordamos aqui. 
E você, tem algum link pra compartilhar sobre esses assuntos? Já escreveu alguma coisa nesses temas? Conhece um site super bacana, um vídeo ótimo, uma dica infalível? O que você recomenda? 

A gaveta da bolsa

Não tem coisa mais irritante do que trocar de bolsa e perceber tarde demais que esqueceu alguma coisa na bolsa que ficou em casa. Para evitar esse problema, muita gente opta por não trocar de bolsa nunca, e de preferência nunca tirar nada de lá... vai que precisa? Por outro lado, com essa mania de nunca tirar nada da bolsa, às vezes ela fica tão cheia que não dá pra encontrar nada ali. De que adianta, então, ter de tudo?


Depois de uma lesão no ombro causada por essa mania besta de levar o mundo inteiro na bolsa, aprendi a usar a gaveta da bolsa. É um hábito que exige um pouco de planejamento e organização no início, mas que pode, literalmente, tirar um peso dos seus ombros e manter a sua bolsa sempre organizada e livre de coisas inúteis.

A ideia é que a bolsa seja guardada sempre vazia. Assim, você pode ter mais de uma bolsa e escolher qualquer uma delas antes de sair. Isso também faz com que as bolsas durem mais. Se você comprava uma bolsa por ano, porque usa sempre a mesma e depois de um ano a bichinha tá toda arrebentada, agora você pode continuar comprando uma por ano mas manter a mesma bolsa por três, quatro, cinco anos... É como sapato - se você usa sempre o mesmo, ele estraga mais rápido.

Como a bolsa vai ficar vazia, todas aquelas coisas que antes moravam ali (carteira, band-aid, creme de mão, canetas...) vão encontrar casa nova na gaveta da bolsa. No final do dia, ao chegar em casa, eu retiro as coisas da bolsa e guardo na gaveta. Sobram as coisas que não são da bolsa, mas têm lugar certo (contas pagas, batom, celular...) e o lixo (papel de bala, comprovante de pagamento, folder...) que vai direto pra lixeira.
Óculos escuros, duas carteiras, chave, álcool em gel, desodorante, canetas, band-aid, protetor labial, fones de ouvido, amêndoas, canetas, marca-páginas, celular e leitor de cartão
No dia seguinte, tendo em mente a minha agenda e o que vou precisar, escolho uma bolsa e retiro da gaveta aquilo que pode me ser útil hoje. No início esse momento era mais complicado, mas hoje em dia eu já faço esse processo sem pensar, não é mais algo que toma mais tempo do que calçar os sapatos, por exemplo.

De vez em quando - aqui a cada seis meses, mas pode ser que você tenha mais ou menos necessidade - acontece uma organização na gaveta. Verifico se aquilo que está na gaveta ainda é útil, se tem alguma coisa vencida, se tem algo que agora eu só uso em casa. As coisas úteis permanecem na gaveta. As coisas vencidas ou que não uso mais vão para a lixeira ou doação. Aquilo que nunca mais foi para a bolsa, mas que eu ainda uso, encontra novo lar em algum outro lugar da casa, que faça sentido para mim.

Lembre-se que organização tem tudo a ver com fazer sentido na sua vida. A gaveta da bolsa funciona para mim. Gostou da ideia? Como você se organiza com sua bolsa? Funciona para você ou está precisando mudar esse sistema?