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Guia AnnieEscreve #2

Depois de pegar fôlego por uma semana, tem textos novos no blog 🙂 O que não parou foi a nossa página no Facebook. Tem muita coisa bacana que só é publicada lá, sabiam?

Por aqui publicamos o texto de domingo sobre como é impossível ter um relacionamento com Jesus e não conseguir definir quem ele é. A treta da semana foi sobre a problematização, quem não aguenta mais coloca o dedo aqui. Depois contei pra você como uso a minha agenda e dei dicas para quem está precisando adquirir esse hábito. Foi curtinho, mas foi bom, não foi?


Enquanto isso, assisti o documentário 13ª Emenda (Netflix), que traça uma conexão entre a escravidão, a segregação e o perfil dos presidiários dos Estados Unidos, até o movimento Black Lives Matter. O marido estava lendo A Vida de C. S. Lewis, uma biografia escrita por Arthur McAllister, pensa num livro que eu amo ❤ Nesse embalo, assistimos os dois primeiros filmes d'As Crônicas de Nárnia na Netflix: O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupa e Príncipe Caspian

Também assisti (e já tá parecendo que não fiz outra coisa na vida hahaha) o episódio piloto de Good Girls Revolt, série que teve a primeira temporada transmitida pela Amazon no ano passado, mas que não foi renovada e agora está em busca de um lar. Estou com esperanças de que alguém produza as próximas temporadas - sim, o piloto foi empolgante. A história é sobre jornalistas no final dos anos 60, época em que as mulheres faziam o trabalho pesado de pesquisa para que os homens pudessem publicar suas histórias. Então, alguém se revolta. Algum dia eu vou querer assistir os outros episódios, espero que não seja só uma temporada #oremos

Ouvi uma vez e não saiu mais da minha cabeça Coisa Linda do Tiago Iorc. Eu gosto das músicas dele, mas detesto os clips. Me dá uma agonia, aquele negócio paradão, aquele homem sem expressão, parece que todo mundo morreu, eu hein. Mas a música é super delicinha! Por causa dessa música eu ouvi pela primeira vez o álbum Troco Likes no Spotify. Sim, eu demoro pra ouvir as músicas "novas", uma resistência com essas novidades musicais...

O que você está lendo? Eu terminei mais dois livros! Sempre tenho uma leitura de ficção e outra de não-ficção, e dessa vez terminei os dois no mesmo dia, o que é meio incomum, considerando o meu método de leitura - não vou explicar, é loucura.

Enfim, Durante praticamente todo o primeiro mês do ano eu li Vivendo com Propósitos, do Ed René Kivitz, que é um livro essencialmente filosófico sobre o sentido da vida, de uma perspectiva cristã. Se você está se perguntando por que você existe, como encontrar satisfação na vida, o que é uma vida bem vivida, pode ser bom começar por este livro.

Na seção de ficção, depois de finalizar o segundo tomo e primeiro volume de Guerra e Paz, li O Salmão da Dúvida, do mesmo autor d'O Guia do Mochilheiro das Galáxias, Douglas Adams.Trata-se de uma compilação de vários textos que ele escreveu: cartas, colunas, artigos publicados em jornais e revistas, entrevistas, enfim, todo tipo de escritos interessantes para conhecer mais sobre o autor e desfrutar do seu estilo divertido, incluindo um rascunho do livro inacabado que empresta o título à coletânea, que só não é ótimo porque não tem um final.

Tenho uma prova importante em abril e estou estudando muito, muito, muito. O Duolingo tá até meio de lado ultimamente. - Mas como é que você assiste e lê todas essas coisas se você diz que está com pouco tempo, e ainda por cima escreve neste blog... - Eu só assisto coisas quando estou fazendo algo mais importante e extremamente necessário (exemplo: lavar a louça, passar tempo com o marido etc.) e todos os dias eu separo uma hora para leitura. Hábito, disciplina, gestão de tempo... só sei que dá certo.

Guia AnnieEscreve #1


Pooois é, mudamos. Em vez daqueles links relacionados aos textos da temporada, agora todo sábado eu vou falar sobre o que aconteceu por aqui, o que eu li, ouvi, assisti, usei, participei.. dicas para curtir e também pra passar longe, porque a única vantagem de cair numa roubada é poder avisar os outros né?

Nessa temporada escrevi sobre meus lugares favoritos em Curitiba e mostrei meu cabelo curto. No domingo conversamos sobre a armadilha que é a busca da felicidade - parece que ainda precisamos definir essa palavra. A primeira treta do ano é bem didática para quem não consegue entender como esse povo dos direitos humanos fica aí defendendo bandido. Pode ser difícil mudar de ideia de uma hora para a outra, mas pequenos passos também levam a melhores destinos.

Eu estou ouvindo muito Pedro Valença, que já apelidei de Mark Schultz brasileiro (entendedores entenderão). Ouvi tanto que parece que as músicas não saem mais da minha cabeça! Ele lançou há pouco tempo seu primeiro álbum Pode Ser, mas já participava como cantor e compositor do Vocal Livre. O moço também tem um canal no youtube com alguns vídeos ensinando a tocar as músicas dele no violão.

Por falar em música, eu assisti a terceira temporada de Mozart in the jungle. É uma série da Amazon que gira em torno da Orquestra Sinfônica de Nova York e seus músicos. Tem o Gael Garcia Bernal interpretando o protagonista, o maestro Rodrigo que chega para substituir o antigo maestro, ainda insatisfeito com a aposentadoria. Tem uma jovem oboista que sonha também fazer parte dessa orquestra. No meio de tudo isso, muitos personagens interessantes, caricatos, malucos (músicos, né?) e, é claro, uma trilha sonora maravilhosa. Cada temproada tem apenas dez episódios de trinta minutos. A próxima só em dezembro. Dá tempo de ficar em dia até lá.

Uma das minhas metas este ano é obter fluência no francês, por isso estou tentando incluir o idioma no meu dia-a-dia, principalmente com músicas, filmes... Assisti Paris, te amo, que na verdade não é bem um longa, mas vários curtas seguidos, cada um retratando um amor nos diferentes bairros da capital francesa. Tem curtas bons, ótimos e ruins. Na minha opinião, o melhor de todos é o último. Pela média geral, não vale a pena a menos que você tenha um amor especial pela cidade (não tenho) ou, assim como eu, quiser usar o filme para aprender francês.

Estou estudando francês (e alemão!) no Duolingo. Já usava essa plataforma antes, (inclusive já falamos dela por aqui!), mas agora estou usando com disciplina e consistência. Três semanas estudando todos os dias um pouquinho. Outro compromisso que eu fiz é de praticar exercícios físicos todos os dias. Sim, quando eu falo todos os dias inclui sábados, domingos, feriados... Pode ser vinte minutos de blogilates, uma caminhada, uma hora de dança, o importante é se mexer.

Por falar em bons hábitos, esse ano já terminei a leitura de um livro, e agora estou encarando duas leituras mais pesadas. Educação financeira é uma leitura ótima para quem tem filhos ou pretende ter um dia. A nossa relação com o dinheiro se constrói desde cedo. É interessante observar como o comportamento dos nossos pais nos influenciou e como o nosso comportamento se espelha nos pequenos. Com atitudes simples e alguns hábitos mais arrojados podemos criar seres humanos mais responsáveis.

Que o equilíbrio esteja com você

O que diferencia os posers dos fãs de Star Wars é a sua opinião sobre a segunda trilogia Luke Skywalker. Fica a dica para você que quer passar por entendido: o cara é um mala. Um protagonista sem sal, mais atrapalha do que ajuda, imaturo, egoísta, bobo, cara de mamão... acho que deu pra perceber que eu não gosto dele, né?


Mas meu problema não é só contra o Andarilho das Estrelas. Na verdade eu não gosto dos jedis. Tenho sérios problemas com a ordem que se diz "do bem", mas tem uns princípios muito esquisitos. Muita gente se comporta como os jedis, parecem boas pessoas, parecem ser "do bem", enquanto contaminam o ambiente com ideias estranhas.

Não há emoção, há paz

Jedis não se envolvem emocionalmente. O código não se refere a emoções "ruins" como medo, raiva, inveja, mas a qualquer emoção, inclusive o amor, a compaixão, a misericórdia. A emoção, qualquer emoção, é considerada um veneno para os jedis, impede a clareza da mente, traz confusão, conflito. Logo, onde não há emoção, há paz. Mas essa não é uma paz verdadeira. Não é a paz que se atinge após a resolução dos conflitos, mas sim aquela paz frágil, existente quando fugimos do problema, das emoções. 

Viver sem envolvimento emocional é solitário, é desumano, é robótico. O agir desprovido de emoções, por mais nobre, útil e generoso, é vazio de sentido, é vão, é insosso. Fugir das emoções não é apenas cansativo, é uma auto-mutilação, é desprezar uma parte importante do que significa ser humano (ou seja lá a espécie dominante no seu planeta). Os jedis consideram essa mutilação um sacrifício, uma elevação, eu vejo uma deficiência.

Não há ignorância, há conhecimento

Os jedis tentam substituir as emoções pelo conhecimento. Colocam-se na posição do observador imparcial positivista, alguém alheio a toda a confusão, com habilidades intelectuais superiores, capaz de tomar as decisões apropriadas, pois não está contaminado com emoções.

Especialidade da casa: péssimas decisões
No entanto, falta aos jedis uma habilidade fundamental: a empatia. Não é possível ter empatia se não sentir. Sendo assim, qualquer decisão, por mais técnica, habilidosa, precisa, pode bater na trave da eficiência pela falta de sensibilidade, por desconsiderar as emoções envolvidas. Nenhum conhecimento técnico pode substituir a emoção, pois apenas com as emoções podemos sentir a dor do outro, calçar os sapatos do outro, compreender, de fato, seu pensar e agir.

Não há paixão, há serenidade

O que move os jedis é o senso de dever. É por isso que eles agem. Eles cumprem missões, realizam tarefas, obedecem ordens. Jedis não são movidos pela paixão, porque isso seria emocional, como se a emoção fosse uma fraqueza, uma rachadura na perfeição por onde pode entrar tudo o que é maléfico, infeccioso, contaminador. É um pensamento patológico, que nos torna menos humanos e mais robóticos, empalidecendo as cores da vida até restar nada mais que uma fria escala de cinzas...

Há quem diga que o código Jedi, com todas as suas restrições, não seja uma barreira à compaixão, pois os Jedis acreditam que todas as vidas são preciosas. No entanto, essa simples crença não se desenvolve à compaixão quando a paixão é negada. Não é possível sentir as paixões do outro se eu não posso sentir as minhas. Nós podemos dominar as emoções quando as exercitamos e as conhecemos, mas quando nos privamos dessas experiências, qualquer pequeno sentimento pode nos dominar.


Por isso o pobre do Anakin despirulitou a cachuleta. Tantos anos reprimindo as emoções, que quando ele começa a experimentar uma coisa boa, acabou sendo vencido por ela. Se os Jedis são seres reprimidos, os Siths são seres dominados. Quer dizer, parece que a Força não se dá muito bem com pessoas emocionalmente equilibradas.