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Google Calendar: o guia annieescreve da agenda digital

Eu tenho o hábito de usar agenda diariamente há muitos, muitos anos - desde a época em que as pessoas usam agendas para anotar não apenas as datas de prova e os requisitos do trabalho de história, mas também trechos dramáticos de música romântica e versinhos de amor para os crushes - que naquela época não tinham esse nome.


Por muitos anos usei agenda de papel, e não me incomodava em nada. Há muita gente que até hoje prefere agenda de papel e não há mal nenhum nisso. Inclusive, recentemente voltaram à moda os planners, bullet journals e tudo o mais, que nada mais são do que as velhas agendas de papel mais artesanais, customizadas e, bom, dá um pouco mais de trabalho. Pra quem gosta dessas coisas e se sente estimulado com isso, deve ser ótimo.

Pra quem precisa começar a organizar seus compromissos, parar de perder prazos e fazer a vida funcionar, pode não ser o ideal. Já há uns cinco anos eu passei a usar exclusivamente a agenda digital do Google, que eu considero ideal para quem precisa se acostumar com a ideia de uma agenda.

Por que é melhor que o papel?

Não é mais um trambolho que você precisa levar. A agenda mora na nuvem e pode ser acessada e editada pelo computador e pelo celular, que já é uma coisa que você carrega a todo lugar.

Seus dados estão salvos. Quem não tem o costume de carregar uma agenda pode acabar perdendo a bendita por aí, mas se você é destambelhado até com o celular... não tem problema. Seus compromissos estarão lá e você pode acessar de qualquer lugar.

É facilmente editável. Sabe quando a vida muda? A reunião é cancelada, a secretária do médico liga pra perguntar se pode adiantar a consulta em uma hora, aparece uma coisa mais importante e urgente e você precisa reprogramar tudo o que tinha naquele horário para encaixar esse imprevisto... Não tem problema.

Você não precisa gastar tempo com design, que uma coisa que me irrita um pouco com os bullet journals. Acho lindo e admiro quem tem a paciência, mas se eu vou gastar mais tempo para inserir um compromisso do que participando dele, já não acho produtivo, por mais bonitinho que fique no instagram.

Você pode acessar de qualquer lugar. Basta fazer login no Google. Não sei se já mencionei isso, mas acho importante.

Minhas funcionalidades preferidas

Abre parêntese. Antes de falar sobre o que eu mais gosto, eu preciso dizer que eu não uso todas as funções da ferramenta, não porque esteja subutilizando, mas simplesmente porque são tantas possibilidades, que tem coisas lá que eu não preciso e, por isso, ficam desativadas - por exemplo, é possível visualizar mais de um fuso horário, a previsão do tempo, ou utilizar em conjunto um calendário alternativo, por exemplo, o chinês, mas eu não uso essas coisas. Pode ser que uma das minhas funções preferidas seja inútil pra você. Não tem problema, isso não vai atrapalhar a sua usabilidade. Fecha parêntese.

Múltiplas agendas. Você pode criar agendas diferentes para contextos diferentes e se organizar melhor. Por exemplo, uma agenda só para compromissos pessoais e outra para reuniões de trabalho. As duas aparecerão na mesma tela com cores diferentes, ou você pode ocultar alguma delas se quiser, por exemplo, ter uma visão panorâmica mais limpa das suas reuniões durante o mês.

Agendas compartilhadas. A agenda do Google é ideal para quem precisa compartilhar compromissos com outras pessoas. É muito fácil compartilhar uma agenda com o marido, o sócio, colegas de trabalho/projeto... É aqui que o recurso de múltiplas agendas se torna mais interessante, porque limita os compromissos que você vai compartilhar. O acesso das outras pessoas à sua agenda é definido por você: edição ou apenas visualização.

Notificações. Usar a agenda implica adquirir dois hábitos: anotar e consultar. Muita gente deixa de usar a agenda porque nunca se lembra de olhar a agenda depois e acaba perdendo os compromissos, mesmo tendo anotado tudo. A agenda do Google permite que você configure um alerta, por email ou notificação no celular, para te lembrar desse compromisso minutos, horas, dias antes...

(Não-)padrão de visualização. Geralmente a agendas possuem um dia por página, ou uma semana... Eu gosto da visualização semanal, dá uma boa perspectiva de como estou usando o meu tempo e é a forma mais recomendada para quem usa o método GTD. Mas isso não quer dizer que eu sempre quero visualizar a semana inteira. Às vezes eu quero ver como está o mês. Ou o dia. Um fim de semana. Um período aleatório de treze dias. Tudo isso é possível. É muito fácil configurar. Essa liberdade é sensacional.

Dicas para usar a agenda

Se você não tem treze anos, não use a agenda para anotar recados, escrever letras de música, lista de tarefas ou o que você gostaria de fazer hoje. Agenda é para compromissos. Coloque na agenda tudo o que tem data, tudo o que tem prazo, tudo o que tem hora pra acontecer. Isso dá credibilidade às suas anotações. Se está na agenda é porque precisa ser feito.

Lembre-se dos deslocamentos. Não adianta marcar dois compromissos em lados opostos da cidade em horários subsequentes, você vai se atrasar. Acrescente o tempo de deslocamento quando estiver marcando os seus compromissos, ou pelo menos lembre-se de espaçá-los o suficiente para que sejam viáveis. Não adianta marcar uma agenda cheia de compromissos impossíveis de cumprir. Isso não é produtividade.

Não deixe pra depois. A ideia de carregar a agenda com você é justamente poder usar em qualquer lugar. Quando for marcar alguma coisa, abra a agenda, marque na hora, inclua todos os detalhes de que você vai precisar. Tirar as informações da cabeça é um alívio e a garantia de que você não vai esquecer. Está anotado.

Não é chato quando você está no meio de uma tarefa que vai demorar pelo menos mais uma hora e se lembra (ou é lembrado) de que precisa parar tudo para atender a um compromisso? Crie o hábito de verificar a agenda todos os dias, para poder planejar o seu dia conforme os compromissos marcados e se livrar das notificações (são úteis, mas uma chatice, né?).

Como eu uso minha agenda



Não existe um jeito certo de usar a agenda, existe o jeito ideal e adequado e esse jeito é único para cada pessoa que usa agenda, mas é sempre interessante poder observar os sistemas dos outros, a gente acaba descobrindo soluções para aquelas coisas que sempre incomodaram.

Como podem ver pelas cores, eu tenho quatro agendas no meu setup. As agendas azuis são do meu marido - pessoal e empresa - e eu tenho permissão de edição na agenda pessoal, assim como ele tem na minha. Isso significa que se eu pedir pra ele marcar uma consulta pra mim, ele pode verificar o melhor horário e inserir na minha agenda, ou que quando alguém liga cancelando um compromisso dele, eu posso excluir da agenda, por exemplo. (É sempre bom avisar para as pessoas quando a agenda é alterada).

Eu uso duas agendas diferentes para compromissos fixos e móveis - somente a de compromissos fixos é compartilhada. É a agenda padrão, na definição que dei anteriormente, para inserir apenas compromissos com data, prazo, hora pra acontecer.

A agenda de compromissos móveis é para minha referência. É uma agenda mais flexível, com coisas que precisam ser feitas, mas não necessariamente nesse horário. Ela serve para me lembrar que eu preciso desses intervalos de tempo para fazer coisas importantes pra mim. São compromissos que eu tenho comigo. Como costumam ser só rotinas, geralmente deixo essa agenda oculta e só visualizo quando preciso marcar alguma coisa. É algo que funciona pra mim, mas eu entendo se lhe parece confuso ou desnecessário... como eu disse, uso da agenda é algo bem particular. 

No topo do dia, aparecem os "compromissos de dia inteiro", que é onde eu marco os prazos dos clientes, por exemplo. Também uso essa área para assinalar os dias de férias, congressos e eventos cujo horário ainda não foi decidido... Eu tinha uma agenda do blog também, que usava como calendário editorial, os posts apareciam no "topo do dia", mas desde que passei a gerenciar também as redes sociais eu uso uma planilha pra isso.

⏰⏰⏰

Espero que esse post tenha sido útil pra você. Importante lembrar que estamos sempre aprendendo e descobrindo formas mais eficientes de fazer o que precisa ser feito. Hoje eu faço assim, amanhã espero que esteja ainda melhor. Você tem alguma dica pra mim? Como usa a sua agenda?

Um pequeno passo

Janeiro é aquele mês cheio de energia, todo mundo empolgado para fazer mudanças. Aprender um idioma. Emagrecer. Parar de comer porcaria. Praticar um esporte. Sair mais. Sair menos. Poupar. Viajar. Ter uma vida mais organizada. São muitas intenções, que por algum tempo são cumpridas, mas que nem sempre se tornam hábitos.


Talvez você precise renovar as mesmas metas todos os anos porque está tentando dar um passo grande demais.Vamos começar do simples, do básico? É mais fácil dar pequenos passos do que um passo enorme - em vez de sentir a frustração por encontrar pouco progresso após tanto esforço, a satisfação pela conquista de uma pequena meta dá o combustível para partir para a próxima. 

Por exemplo, pode ser difícil parar de comer todo tipo de junk food. A meta fica muito mais viável se você escolher duas coisas para retirar do cardápio: sorvete? chocolate? refrigerante? Escolha algo que faz parte da sua vida, não vale parar com o sorvete se você só toma muito esporadicamente - isso não é compromisso. Avalie muito bem a sua capacidade de cumprir, com honestidade. Não consegue ficar sem chocolate? Comece por outra coisa.

Você quer ser uma pessoa mais organizada? Isso é ótimo. Quais hábitos você precisa incorporar à sua rotina? Usar uma agenda? Controlar o seu fluxo de caixa? Se livrar da tralha na sua casa? Lavar a louça todo dia? Comece com um. Conquiste. Siga em frente.

4 motivos para continuar na bagunça

A maioria das pessoas que vivem na bagunça não estão nessa situação por hobby ou porque possuem um estilo mais despojado de decoração. Na verdade, todo mundo tem lá seus motivos para não ser organizado. Será que o seu motivo é uma justificativa ou só aquilo que você fala para se convencer de que não dá pra se organizar?

Minha vida é muito corrida

Quanto mais agitada é a sua vida, mais organizada ela precisa ser. Pense bem, quem passa o dia inteiro fazendo nada não precisa organizar coisa nenhuma, né? Organização não é mais uma tarefa pra ocupar o seu tempo - é o sistema que vai fazer com que todas as coisas fluam corretamente. É para ganhar tempo, facilitar a vida. Talvez você realmente tenha muitas coisas para organizar e precise para um dia ou dois para colocar tudo em ordem. Mas quer saber de uma coisa? Você vai perder muito mais tempo, dinheiro e fios de cabelo enquanto a desordem continuar lhe causando problemas.

Eu moro com pessoas desorganizadas

Conviver com gente bagunceira é desestimulante, mas você não precisa ser desorganizado só porque todo mundo é. Certamente você tem algum lugar da casa que é território só seu. Pode ser um cômodo - seu quarto, seu escritório/ateliê, a cozinha... - ou mesmo um armário, uma porta no guarda-roupa. Não tente organizar a casa inteira quando só você comprou a ideia, obrigando todo mundo a seguir aquilo que você acha correto. Cuide primeiro da sua bagunça particular.

Em uma palavra: filhos

Eu estou correndo um risco grave ao tocar nesse assunto porque parece que existe uma regra não escrita de que pessoas que não têm filhos não podem falar sobre pessoas que têm. Bom, eu discordo dessa regra assim como discordo que você possa colocar em seus filhos a culpa pela bagunça na sua vida. Primeiro, porque um ambiente desorganizado é perigoso para crianças. Segundo, porque organização é um hábito, e como tal pode (deve!) ser aprendido desde cedo. Terceiro, porque você não precisa proibir a bagunça na casa, só tem que ensinar a organização de forma positiva (como benefício, e não como uma obrigação chata - se você tem essa atitude com relação à organização, as crianças vão perceber e copiar).

Mas é muita bagunça!!

É difícil começar, eu sei. Dá aquela preguiça, é tanta coisa pra fazer que não se sabe nem por onde começar. Bom, você pode fazer isso de duas formas: para tudo e foca na organização - o trabalho só para quando estiver tudo pronto. É assim que a Marie Kondo prefere. De fato, existem algumas pessoas que realmente não conseguem pensar em outra coisa enquanto está tudo de pernas para o ar. Se for esse o seu caso, é melhor organizar tudo de uma vez e depois se dedicar às outras tarefas com qualidade.
Esse método não é viável para todo mundo, e sequer faz sentido quando você está lidando com ambientes compartilhados. Se você não tem quatro horas para fazer uma grande arrumação, divida essa tarefa gigante em tarefas menores. Organize uma gaveta, ou as roupas nos cabides. Melhor ainda: comece jogando fora tudo o que é lixo. Pronto, tarefa concluída. Depois, você pode organizar as coisas que estão fora do lugar.

Pouco a pouco, a organização vai se espalhando pela casa, e a cada tarefa cumprida, uma carga de dopamina no cérebro - sim, o mesmo hormônio que é liberado quando você faz sexo ou come chocolate - dá aquela sensação de alívio e satisfação. E por que você não começou a se organizar? Pare de procurar motivos para continuar onde está. Apenas comece.

Espírito Olímpico & Meritocracia

Rebeca Andrade vivia em Guarulhos com a mãe, empregada doméstica, e seus sete irmãos. Muitas vezes não tinha dinheiro para pagar a passagem para os treinos. Mesmo com todas as dificuldades, destacou-se pelo seu talento e esforço. Aos 13 anos, ganhou o Troféu Brasil de Ginástica Artística. Em destaque, passou a treinar no Rio de Janeiro, longe da família, mas com muita dedicação. Integrando a seleção brasileira, foi a melhor ginasta da equipe olímpica do Brasil. Ela ainda não ganhou nenhuma medalha, mas conquistou muita gente com seu lindo solo ao som de Beyoncé.

Yusra Mardini jogou pelo Time dos Refugiados. Ela ficou conhecida pelo que fez antes das Olimpíadas: nadou por mais de três horas, junto com três outras pessoas, puxando, em mar aberto, o barco em que estava com outras vinte pessoas e que começou a afundar meia hora depois da partida. Nas Olimpíadas, ficou entre as últimas na sua categoria. Na memória das pessoas, uma das primeiras a surgir quando se fala de natação.

Sarah Menezes entrou para a história ao ser a primeira judoca brasileira a conquistar uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos. Conheceu o esporte aos nove anos, e por muito tempo sua rotina consistia conciliar dois treinos diários com as aulas e o tempo para fazer os deveres escolares. No Rio, deixou a competição nas quartas de final com uma lesão. Chorou largada no tatame, e nós choramos junto. No entanto, circunstância nenhuma no presente e no futuro seria capaz de mudar o fato de que, no ano de 2012, ela foi a melhor judoca do mundo em sua categoria.


O que rege as histórias dessas mulheres e de qualquer atleta é a meritocracia. Elas não chegaram a lugar algum porque pagaram o ingresso ou a mensalidade, nem por serem filhas, netas ou amigas de alguém. Seus feitos não se baseiam em heranças, privilégios ou cotas. Toda a sorte e talento do mundo não são suficientes para produzir resultados vencedores se não houver um compromisso pessoal. Elas venceram com suor e lágrimas, porque essa é a única forma de vencer.

Atletas que fizeram um compromisso com a vitória. Treinando duas vezes por dia, abrindo mão da sobremesa, esquecendo o que significa preguiça, decisões reafirmadas e levadas a sério ano após ano para obter o mérito. É a meritocracia que permite que a menina da favela se torne médica. Se o sobrenome, a conta bancária, o lugar onde ela mora ou a cor da sua pele fossem critérios, ela não conseguiria.

Superação, inspiração, excelência, determinação, coragem, esperança, fé, trabalho árduo. São valores necessários aos Jogos Olímpicos, são valores importantes para o brasileiro, são valores essenciais para a meritocracia.

Sim, é muito mais fácil e simples se dedicar a um esporte, uma arte, uma startup quado o arroz e feijão da família estão garantidos e não há boletos pra pagar. A questão aqui não é essa. Não se trata de comparar quem tem privilégios com quem não tem, mas de refletir sobre a possibilidade, ainda que difícil, de mudar o rumo da sua vida, em comparação a um momento (no tempo ou no espaço) em que isso seria absolutamente impensável.

Há quem critique a meritocracia porque o mérito parece estar mais distante de uns do que de outros, ou porque para uns é mais difícil do que para outros. É verdade, nem todos têm a mesma facilidade. Somos pessoas diferentes. Há quem tenha os melhores professores à sua disposição, há quem tenha crescido com o corpo ideal para desenvolver uma habilidade. No entanto, nenhum dos dois chegará a lugar algum se não houver compromisso e dedicação pessoal. Os melhores professores são inúteis para o aluno que não estuda. O melhor corpo que não é exercitado constantemente não se desenvolve e atrofia.

É claro que é mais difícil para quem precisa trabalhar oito horas por dia para sustentar o sonho ou para quem tem que escolher entre comer e pagar a passagem de ônibus. Mas difícil não quer dizer impossível. Em outras eras, seria impossível ao filho de artesão se tornar fidalgo, ao escravo se tornar doutor, ao plebeu se tornar rei. O conhecimento não mais está restrito às mãos e mentes dos mestres, nem o seu acesso disponível apenas àqueles que podem pagar. Pode ser difícil, como tudo o que vale a pena nessa vida. Não é impossível porque só depende de você. 

Métodos de organização

Como você se organiza? Muitas vezes, no anseio de organizar, acabamos criando esquemas e sistemas tão complicados que acabam sendo difíceis de manter. Parece que é difícil se organizar, mas não é esse o problema. Você ainda não encontrou o que funciona para você. É realmente difícil criar um sistema funcional partindo do caos. 
Se você conseguiu implementar um sistema só seu e que funciona lindamente, PARABÉNS! Caso não tenha ainda um sistema completamente funcional, ou mesmo se você está completamente perdido, sem saber para onde ir, eu tenho boas notícias: existem alguns métodos de organização que você pode seguir religiosamente ou adaptar (por sua conta e risco) conforme as suas necessidades, até mesmo mesclando e criando o seu Frankenstein.

Tornando-se Organizado

A maioria das pessoas que eu conheço se define como desorganizada, bagunceira, caótica. Todos os dias alguém anuncia no Facebook que algum pesquisador fictício descobriu que esses traços de desordem, bagunça, falta de capricho são bons para alguma coisa. "Bagunça estimula a criatividade". "Letra feia é sinal de inteligência". Já a organização ganha aspectos negativos no estereótipo popular. Logo se relaciona a alguma doença psicológica, neurose, obsessão.


Bem lá no fundo, ninguém é capaz de negar, a não ser pelo prazer da teimosia, que gostaria de ter uma vida organizada. Mesmo assim, é incrível a quantidade de desculpas e justificativas que inventamos para evitar o esforço da organização. Seja o mito da criatividade, ou até mesmo o "desculpe a bagunça, a gente vive aqui".

Por trás do "eu amo essa bagunça aqui" e do "minha bagunça é organizada" existe uma mente cansada e rendida pelo stress, que não sabe por onde começar e, portanto, já desistiu de colocar um pouco de ordem na sua vida. Rendida, a pessoa bagunceira pensa em si mesmo como um caso perdido. Sou bagunceiro e não consigo mudar, faz parte da minha personalidade.

Quando você vive em meio ao caos, parece que o preço a se pagar é muito grande, e que logo tudo estará caótico novamente. Acontece que organização não é o que você faz no dia da faxina, mas como você vive todos os dias.

Organização exige disciplina, (ah, mas eu não tenho disciplina....) e disciplina é algo que se aprende com a prática. É muito mais fácil manter a ordem do que transformar o caos em ordem, da mesma forma que é muito mais fácil fazer uma pequena limpeza diária de uma hora do que dedicar doze horas a um dia da faxina.

Existem pessoas que têm a ordem em sua natureza. Seja porque nasceram assim, foram criadas assim, ou uma combinação das duas coisas, para algumas pessoas é mais fácil ser organizado. Mas isso não significa que isso seja impossível para as demais. Só demanda mais esforço. Você não nasceu organizado. Torne-se organizado.